{"id":1690,"date":"2021-02-08T20:10:51","date_gmt":"2021-02-08T23:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/?p=1690"},"modified":"2023-08-11T16:57:20","modified_gmt":"2023-08-11T19:57:20","slug":"hora-de-aliviar-o-estresse-causado-pelo-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/2021\/02\/08\/hora-de-aliviar-o-estresse-causado-pelo-whatsapp\/","title":{"rendered":"Hora de aliviar o estresse causado pelo WhatsApp"},"content":{"rendered":"<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1690-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/wav\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ESTRESSE-ZAP.wav?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ESTRESSE-ZAP.wav\">https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ESTRESSE-ZAP.wav<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De salva\u00e7\u00e3o do t\u00e9dio a motivo de estresse, as conversas pelos grupos de aplicativos, como o WhatsApp, passaram por uma transforma\u00e7\u00e3o radical ao longo da pandemia. Pelo menos, esta \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/worklife\/article\/20210129-how-texting-makes-stress-worse\">conclus\u00e3o do rep\u00f3rter Bryan Lufkin, da BBC<\/a>, que ouviu alguns pesquisadores do assunto.<\/p>\n<p>De acordo com o pr\u00f3prio rep\u00f3rter, ele come\u00e7ou a perceber que a gra\u00e7a inicial de se sentir pr\u00f3ximo das pessoas, aos poucos, foi se transformando em ansiedade por n\u00e3o conseguir interagir com todas elas no tempo de resposta que elas exigiam. \u201cEu me senti culpado por n\u00e3o responder a uma mensagem de imediato ou por n\u00e3o abrir uma conversa do grupo.\u00a0Tamb\u00e9m n\u00e3o conseguia inventar uma boa desculpa &#8211; o que eu iria dizer: \u2018Desculpe, n\u00e3o entendi sua mensagem, estava muito ocupado em casa sem fazer nada pelo oitavo m\u00eas consecutivo\u2019?\u201d ele conta.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter destaca que discuss\u00f5es em grupo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cosmopolitan.com\/lifestyle\/a26116185\/quit-group-texts\/\">sempre causaram ansiedade em algumas pessoas<\/a>\u00a0, mesmo antes da pandemia.\u00a0Por\u00e9m, agora, surge outro fen\u00f4meno interessante: pessoas que antes nos confortavam presencialmente come\u00e7aram a provocar uma sobrecarga social quando a intera\u00e7\u00e3o passou a ser por mensagens em aplicativos. Ora, se estas pessoas nos consolam e se conectam conosco em uma crise, por que alguns de n\u00f3s nos sentimos exaustos e oprimidos por elas?<\/p>\n<h6>D\u00edvida de comunica\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>As mensagens de texto s\u00e3o casuais, imediatas e h\u00e1 pesquisas indicando que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/worklife\/article\/20180802-why-we-hate-using-email-but-love-sending-texts\">gostamos mais delas do que de e-mails<\/a>\u00a0.\u00a0No final de mar\u00e7o de 2020, por exemplo, o WhatsApp\u00a0<a href=\"https:\/\/techcrunch.com\/2020\/03\/26\/report-whatsapp-has-seen-a-40-increase-in-usage-due-to-covid-19-pandemic\/?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAAInFNzSiu8CtXOdl7S1aA3HUchVLUj3-YO2T08yoNmspGoJeXEJW70GRRHL-burD7n-LEA1CxxTHLJnqqhMhq9OwZ71hK4QvVAQ7bQaXqNFE9OoVWYAqwPskWUaxR4SQeY90Q15CpgvnRVqKsyoaLh8CMlNZDhVZTttFXLSOVMT6\">j\u00e1 havia relatado um aumento de 40%<\/a>\u00a0no n\u00famero de usu\u00e1rios.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC7481656\/\">Um estudo realizado em setembro<\/a>, que envolveu mais de 1.300 adultos norte-americanos, mostrou que o uso de comunica\u00e7\u00f5es digitais de todos os tipos aumentou durante a pandemia, com as mensagens de texto liderando, dando um salto de 43%.<\/p>\n<p>\u201cTemos sorte de ter esse tipo de tecnologia. Sem Zoom, Slack e WhatsApp, a pandemia seria uma experi\u00eancia muito mais solit\u00e1ria.\u00a0Mas as plataformas de chat em grupo v\u00eam com um imediatismo e intimidade que podem fazer com que participar delas pare\u00e7a estressante\u201d, avalia Lufkin. Com base nas an\u00e1lises do psiquiatra Elias Aboujaoude, da Universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia, que \u00e9 especialista na interse\u00e7\u00e3o entre a tecnologia e a psicologia, o rep\u00f3rter destaca a necessidade que temos de ler uma mensagem em tempo real e, ao mesmo tempo, de respond\u00ea-la tamb\u00e9m em tempo real como sendo motivos que nos levam a ficar estressados com os aplicativos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Lufkin tamb\u00e9m considera a observa\u00e7\u00e3o do pesquisador Bernie Hogan, do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, a respeito do grande n\u00famero de mensagens que se acumulam rapidamente no celular quando deixamos de acess\u00e1-lo por um tempo.\u00a0Para Hogan, antes que voc\u00ea perceba,\u00a0as <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/worklife\/article\/20180802-why-we-hate-using-email-but-love-sending-texts\">mensagens de texto come\u00e7am a parecer t\u00e3o complicadas quanto as que chegam por \u00a0e-mail<\/a>\u00a0.<\/p>\n<h6>Reflexo condicionado<\/h6>\n<p>Bryan Lufkin lembra que o estresse n\u00e3o \u00e9 provocado somente pelos grupos, uma vez que a tecnologia em si cria as condi\u00e7\u00f5es para que situa\u00e7\u00f5es estressantes se formem.\u00a0\u201cJ\u00e1 sab\u00edamos que ficar grudado em nossos telefones e computadores\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC6449671\/\">fazia mal \u00e0 sa\u00fade<\/a>\u00a0.\u00a0Dependendo da tecnologia, todas as nossas necessidades de comunica\u00e7\u00e3o social podem aumentar nossa carga cognitiva &#8211; algo que j\u00e1 est\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/worklife\/article\/20201103-cognitive-load-theory-explaining-our-fight-for-focus\">sob press\u00e3o crescente<\/a>\u00a0na pandemia\u201d, considera o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>Para Lufkin, h\u00e1 ainda o esgotamento que as not\u00edcias sobre a pandemia t\u00eam provocado.\u00a0\u201cEmbora no in\u00edcio possamos ter gostado dos artigos que nossos amigos compartilharam enquanto nos esfor\u00e7\u00e1vamos para entender os impactos da Covid-19, em seguida come\u00e7amos a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/worklife\/article\/20200505-coronavirus-how-much-news-is-too-much\">temer o fluxo de atualiza\u00e7\u00f5es que alimentam a ansiedade<\/a>\u201d diz o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma ideia corroborada pelo psiquiatra Aboujaoude .\u201cNo in\u00edcio da pandemia, os bate-papos em grupo podem ter parecido uma boa maneira de sentir pena de muitas pessoas ao mesmo tempo.\u00a0Voc\u00ea poderia contar com todos no grupo tendo essa experi\u00eancia estressante em comum com voc\u00ea. O problema, logo ficou claro, \u00e9 que o estresse e a ansiedade que \u00e0s vezes v\u00eam com mensagens de texto individuais aumentam exponencialmente em bate-papos em grupo\u201d, diz Aboujaoude.<\/p>\n<p>Acrescente a isso o sobressalto que as notifica\u00e7\u00f5es provocam e surgir\u00e1 outro motivo de estresse. Na virada do s\u00e9culo 19 para o 20, <a href=\"https:\/\/cerebromente.org.br\/n09\/mente\/pavlov.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o fisiologista Ivan Pavlov, descobriu o chamado \u201creflexo condicionado\u201d<\/a>, que est\u00e1 associado \u00e0 rea\u00e7\u00e3o que temos diante de determinados est\u00edmulos recebidos. Como de uma notifica\u00e7\u00e3o de celular, por exemplo.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga Vaile Wright, diretora s\u00eanior de Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psicologia, mesmo que voc\u00ea consiga distinguir as diferentes notifica\u00e7\u00f5es que recebe \u00e9 poss\u00edvel que surja algo pr\u00f3ximo a uma resposta pavloviana, na qual apenas aquele seja suficiente para desencadear uma ansiedade. Para Vaile, uma simples notifica\u00e7\u00e3o pode ser associada a ocorr\u00eancia de algo terr\u00edvel, mesmo que nada tenha acontecido.<\/p>\n<h6>Desligar<\/h6>\n<p>Imagine a seguinte situa\u00e7\u00e3o: a av\u00f3 de algu\u00e9m, que mora sozinha, descobriu que o bate-papo em grupo \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para se conectar com as pessoas e ela passa a usar este expediente constantemente, como v\u00e1lvula de escape para a pr\u00f3pria ansiedade. Ao mesmo tempo, os amigos de faculdade, que est\u00e3o lutando contra o home office, contra o cansa\u00e7o do Zoom e, ao mesmo tempo, tentando gerenciar o estudo dos filhos em casa, tamb\u00e9m resolvem dar as suas escapadas mais ou menos frequentes para o grupo da turma.<\/p>\n<p>Ou seja, s\u00e3o v\u00e1rias experi\u00eancias distintas que as pessoas descarregam sobre os grupos e que aumenta o volume de conex\u00f5es. \u201cO n\u00edvel de fadiga que eu acho que muitas pessoas est\u00e3o experimentando pode, simplesmente, tornar impratic\u00e1vel participar de um bate-papo em grupo\u201d, considera Vaile. Diante dessa possibilidade, a psic\u00f3loga entende que as pessoas realmente n\u00e3o precisam ter uma desculpa para n\u00e3o mandar mensagens de texto para algu\u00e9m imediatamente e isso n\u00e3o deve significar um problema.<\/p>\n<p>Para Vaile, manter as coisas sob controle para salvaguardar o pr\u00f3prio bem-estar mental deve ser a prioridade, nem que isso signifique ter que desligar notifica\u00e7\u00f5es, silenciar t\u00f3picos ou se ausentar de um bate-papo em grupo por um tempo.\u00a0A psic\u00f3loga considera que, mesmo que os sentimentos de algumas pessoas sejam feridos momentaneamente, \u00e9 crucial estabelecer limites.<\/p>\n<p>O psiquiatra Aboujaoude ressalta que os aplicativos de mensagens podem ser \u00f3timos para atualiza\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas ou para o compartilhamento de memes engra\u00e7ados. \u201cMas realmente n\u00e3o se prestam a compartilhar aspectos importantes de nossas vidas, fornecendo suporte emocional, compartilhando uma risada ou um bom choro\u201d, ele diz.\u00a0Para Aboujoule, as chamadas telef\u00f4nicas oferecem mais oportunidades para as pessoas se conectarem em n\u00edvel emocional.<\/p>\n<p>De fato, h\u00e1 uma <a href=\"https:\/\/www.apa.org\/pubs\/journals\/releases\/amp-amp0000147.pdf\">pesquisa que mostra que a comunica\u00e7\u00e3o por voz<\/a>\u00a0\u2014 em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o visual apenas \u2014 aumenta a empatia e a capacidade de sintonizar com as emo\u00e7\u00f5es da outra pessoa, permitindo uma conex\u00e3o mais profunda. Ent\u00e3o, se voc\u00ea realmente est\u00e1 precisando conversar com algu\u00e9m, talvez seja mais interessante e menos estressante fazer isso por telefone.<\/p>\n<p>Enquanto isso, \u00e9 mais interessante reservar o WhatsApp para receber e enviar assuntos relevantes, em mensagens curtas e objetivas.<\/p>\n<form style=\"padding-left: 80px;\" action=\"https:\/\/pagseguro.uol.com.br\/checkout\/v2\/donation.html\" method=\"post\">\n<hr \/>\n<\/form>\n<p><em><strong>Uma dica<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre os temas abordados nessa mat\u00e9ria, acesse os links dispon\u00edveis ao longo do texto. Eles remetem \u00e0s fontes utilizadas aqui.<\/em><\/p>\n<p><em>Uma dica: os artigos fora da p\u00e1gina do Comunidade Ativa que n\u00e3o estiverem em portugu\u00eas podem ser traduzidos automaticamente pelo navegador pelo seu navegador. Pra isso, basta clicar com o bot\u00e3o direito em qualquer ponto do texto a ser traduzido e escolher a op\u00e7\u00e3o \u201cTraduzir para o portugu\u00eas\u201d. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; De salva\u00e7\u00e3o do t\u00e9dio a motivo de estresse, as conversas pelos grupos de aplicativos, como o WhatsApp, passaram por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1690","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1690"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1690\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3793,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1690\/revisions\/3793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}