{"id":1713,"date":"2021-02-15T16:37:06","date_gmt":"2021-02-15T19:37:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/?p=1713"},"modified":"2023-08-11T16:59:04","modified_gmt":"2023-08-11T19:59:04","slug":"entre-a-calmaria-e-a-agitacao-os-124-anos-do-carnaval-de-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/2021\/02\/15\/entre-a-calmaria-e-a-agitacao-os-124-anos-do-carnaval-de-bh\/","title":{"rendered":"Entre a calmaria e a agita\u00e7\u00e3o, os 124 anos do Carnaval de BH"},"content":{"rendered":"<p>Entre per\u00edodos animados, de intensa participa\u00e7\u00e3o popular, e outros de absoluta calmaria, o Carnaval de Belo Horizonte est\u00e1 completando 124 anos de uma hist\u00f3ria que alia a renova\u00e7\u00e3o a uma longa tradi\u00e7\u00e3o. De fato, o primeiro registro carnavalesco de BH ocorreu em 1897, ou seja, dois anos antes da inaugura\u00e7\u00e3o da nova capital de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Em fevereiro daquele ano, uma rapaziada que trabalhava nas obras da cidade se vestiu de mulher e, a p\u00e9 ou sobre carro\u00e7as decoradas, saiu em desfile pela Pra\u00e7a da Liberdade, fazendo uma tremenda algazarra. Assim, de forma simples e aut\u00eantica, eles criaram uma manifesta\u00e7\u00e3o que, mesmo assumindo formas diferentes ao longo dos anos, se repetiria nos carnavais seguintes.<\/p>\n<h6>Corsos e primeiros blocos de rua<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1715\" aria-describedby=\"caption-attachment-1715\" style=\"width: 465px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1715\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-10.jpg\" alt=\"\" width=\"465\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-10.jpg 640w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-10-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1715\" class=\"wp-caption-text\">Na nova capital, grupos de foli\u00f5es fantasiados desfilavam em carros pela cidade (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/<a href=\"http:\/\/portalbelohorizonte.com.br\/sites\/default\/files\/arquivos\/Carnaval\/linha-do-tempo\/corso_1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Belotu<\/a>r)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi dessa primeira farra espont\u00e2nea que surgiram os corsos, os precursores dos blocos caricatos, que, anos mais tarde, se tornariam uma marca da folia belo-horizontina. Repetindo o que j\u00e1 acontecia em outras cidades, como em Recife e no Rio de Janeiro, no final do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do 20, grupos fantasiados passaram a desfilar sobre carros decorados, lan\u00e7ando confete, serpentina e perfume sobre a turma, que seguia bagun\u00e7ando atr\u00e1s. Pouco depois, foram criadas as primeiras bandas, que animavam os carnavais populares, que aconteciam nas ruas, e tamb\u00e9m as festas mais sofisticadas dos clubes, que eram frequentados pelas classes mais altas.<\/p>\n<p>A festa seguiu assim at\u00e9 o final dos anos 1940, quando a uni\u00e3o entre foli\u00f5es come\u00e7ou a se tornar mais organizada. Foi naquele tempo, mais precisamente em 1947, que surgiu o Le\u00e3o da Lagoinha, o primeiro bloco de rua de BH, que permanece ativo ainda hoje.<\/p>\n<h6>Escolas de samba e blocos caricatos<\/h6>\n<p>Pensando em repetir por aqui o que j\u00e1 acontecia no Rio de Janeiro desde 1928, quando a Deixa Falar foi fundada como a primeira escola de samba carioca, nos anos 1950, foram surgindo as vers\u00f5es belo-horizontinas daquelas agremia\u00e7\u00f5es \u2014 como a Canto da Alvorada, a Cidade Jardim e a Mocidade Unidade Vera Cruz, entre outras. Entre o final da d\u00e9cada e o in\u00edcio dos anos 1960 foi a vez da cria\u00e7\u00e3o dos blocos caricatos, que eram mais organizados do que os antigos corsos, mas menos sofisticados do que as escolas de samba.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1716\" aria-describedby=\"caption-attachment-1716\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1716\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/aflitos.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/aflitos.jpg 400w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/aflitos-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1716\" class=\"wp-caption-text\">Em 1965, um grupo de garotos do bairro que queria participar do Carnaval fundou o Aflitos do Anchieta (Foto: acervo do Aflitos do Anchieta)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os pioneiros estava o Bloco dos Cartolas, fundado no Anchieta. Em 1965, um grupo de garotos do bairro que, por serem menores, n\u00e3o conseguiam desfilar no Cartolas, decidiu criar o Bloco Caricato Aflitos do Anchieta, que se tornaria um dos mais tradicionais da cidade, conquistando v\u00e1rios pr\u00eamios no Carnaval de BH e que ainda hoje continua fazendo a farra nos desfiles da Afonso Pena.<\/p>\n<h6>Decl\u00ednio e calmaria<\/h6>\n<p>Em 1980, buscando ordenar a folia, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) publicou o Decreto n\u00ba 3.676, que oficializou o Carnaval de BH como uma iniciativa p\u00fablica. Esta medida criou grande expectativa de que, a partir daquele ato, o evento viesse a se desenvolver plenamente e que passasse a figurar como um dos grandes acontecimentos da cidade.<\/p>\n<p>Contudo, a realidade contrariou esse desejo e se apresentou de forma inteiramente oposta. Na d\u00e9cada de 1990, a mesma PBH deixou de apoiar as escolas de samba e os blocos caricatos, o que praticamente matou o Carnaval de rua de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Para os que tinham maior poder aquisitivo, restaram os carnavais dos clubes ou a op\u00e7\u00e3o de buscar em outras cidades a alegria que j\u00e1 n\u00e3o se encontrava existia em BH. Enquanto isso, os desfiles das escolas de samba e dos blocos chegaram a ser paralisados, instalando por aqui um clima contr\u00e1rio a tudo o que se espera de um Carnaval.<\/p>\n<p>De fato, houve a tentativa de promover os bailes nas regionais, mas que n\u00e3o duraram muito tempo. Em paralelo, tentou-se tamb\u00e9m emplacar por aqui os trios-el\u00e9tricos que fazem sucesso em Salvador. Mas, a repercuss\u00e3o n\u00e3o foi t\u00e3o bem aceita como se esperava e a folia belo-horizontina se manteria ainda por muito tempo sem grandes atrativos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000, os desfiles dos blocos e das escolas retornaram, mas sem a devida considera\u00e7\u00e3o por parte do poder p\u00fablico. Tanto que, como se representassem um inconveniente para a cidade, ficaram sendo jogados de um lado para outro, ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n<p>Da Afonso Pena, palco que, dos anos 1960 aos 1980, foi consagrado como a sede do Carnaval belo-horizontino, os desfiles foram enviados para a Avenida do Contorno, no Barro Preto. Dali voltaram para a Afonso Pena para, em seguida, serem enviados para a Via 240, no bairro S\u00e3o Gabriel, para depois voltar para a Afonso Pena, destacando uma indecis\u00e3o que s\u00f3 atrapalhava a retomada da folia na cidade.<\/p>\n<h6>Renascimento<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1718\" aria-describedby=\"caption-attachment-1718\" style=\"width: 388px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1718\" style=\"-webkit-user-drag: none; display: inline-block; margin-bottom: -1ex;\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0_2.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0_2.jpg 800w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0_2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0_2-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1718\" class=\"wp-caption-text\">Al\u00e9m dos grandes blocos de rua, v\u00e1rios bloquinhos surgiram nos bairros para fazer a alegria local. Como o Gamb\u00e1NaGamboa, que, por cinco anos, fez a festa na Penafiel (Foto: Carlos Alberto Rocha)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o permaneceu mais ou menos assim at\u00e9 2009, quando, por iniciativa popular, independente da PBH, foram criados os primeiros blocos de rua, que fizeram renascer o Carnaval de Belo Horizonte. Evidenciando a disposi\u00e7\u00e3o que o belo-horizontino tem para honrar a tradi\u00e7\u00e3o carnavalesca da cidade, em pouco carnavais, os blocos que inicialmente n\u00e3o eram muito se tornaram dezenas, para depois virarem centenas.<\/p>\n<p>Alguns desses se agigantaram e passaram a arrastar milhares de pessoas. Outros tantos, menores, se foram criados nos bairros, atendendo a todos os gostos e fazendo prevalecer a vontade da brincadeira despojada na rua, como a que havia em outros carnavais.<\/p>\n<p>O resultado foi a r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o do Carnaval belo-horizontino, que, de praticamente inexistente, em dez anos se tornou um dos mais animados do Brasil. Tanto que, segundo a Belotur, em 2020, 347 blocos promoveram quase 400 cortejos pela cidade, atraindo a aten\u00e7\u00e3o de 4,45 milh\u00f5es de foli\u00f5es,<\/p>\n<p>inclusive dos que vieram de outras cidades mineiras, de v\u00e1rios estados brasileiros e at\u00e9 do exterior.<\/p>\n<p>Com a folia renovada e com a PBH dando a ela o valor que antes havia sido negado, os blocos caricatos e as escolas de samba tamb\u00e9m passaram a experimentar uma nova era, de maior organiza\u00e7\u00e3o e de melhores perspectivas para o futuro. Assim, a promessa de anima\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos carnavais permanece viva, inclusive no Anchieta e nos demais bairros vizinhos.<\/p>\n<h6>Carnaval local<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1719\" aria-describedby=\"caption-attachment-1719\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1719 size-full\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/6_3.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/6_3.jpg 400w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/6_3-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/6_3-130x90.jpg 130w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1719\" class=\"wp-caption-text\">Ao lado do Aflitos do Anchieta, em 2019, o Real Grandeza tamb\u00e9m passou a representar a regi\u00e3o nos desfiles da Afonso Pena (Foto: acervo Bloco Caricato Real Grandeza)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em meio a toda a agita\u00e7\u00e3o que tomou conta da cidade, v\u00e1rios blocos de rua tamb\u00e9m apareceram na regi\u00e3o do Anchieta, que se tornou uma das refer\u00eancias de anima\u00e7\u00e3o do Carnaval de BH. Entre eles, o Gamb\u00e1NaGamboa, o Aflifolia, Abre Que Eu T\u00f4 Passanu, Sai Zi(c)ka e Insanidade passaram a reunir foli\u00f5es de todas as idades, que encontraram perto de casa a melhor alternativa para brincar o Carnaval.<\/p>\n<p>Foi nesse ambiente que, em 2018, foi fundado no Anchieta o Real Grandeza, um novo bloco caricato que marcou a sua estreia na Afonso Pena no Carnaval de 2019 e que, junto com o Aflitos, passou a representar o bairro na avenida. Assim, essa tradi\u00e7\u00e3o do Carnaval belo-horizontino tamb\u00e9m demonstrou que pode se renovar e garantir a manuten\u00e7\u00e3o de uma das principais caracter\u00edsticas do nosso Carnaval, que existe na forma dos blocos caricatos.<\/p>\n<p>De 2009 at\u00e9 o ano passado, portanto, ano ap\u00f3s ano, vimos a alegria se espalhar pelas ruas de BH e, com intensa participa\u00e7\u00e3o popular, conseguimos resgatar a festa que BH abra\u00e7ou antes mesmo de ser inaugurada. Agora, vivemos nova interrup\u00e7\u00e3o nessa hist\u00f3ria. Neste Carnaval de 2021, por imposi\u00e7\u00e3o da Covid-19, novamente nos deparamos com a calmaria das ruas vazias e com o sil\u00eancio que n\u00e3o combina com esta \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>Mas, sabemos que tudo isso vai passar. Assim que poss\u00edvel, voltaremos a festejar a vida e faremos isso com anima\u00e7\u00e3o ainda maior do que qualquer uma que possa ter existido nos \u00faltimos 124 carnavais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Colabore com a volta do Comunidade Ativa impresso, fazendo uma doa\u00e7\u00e3o com qualquer valor.<br \/>\n<\/em>Pelo Pix, use a chave casalbertorocha@gmail.com ou clique no bot\u00e3o abaixo para contribuir usando cart\u00e3o ou boleto.<\/p>\n<p><!-- INICIO FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --><\/p>\n<form style=\"padding-left: 80px;\" action=\"https:\/\/pagseguro.uol.com.br\/checkout\/v2\/donation.html\" method=\"post\"><input alt=\"Pague com PagSeguro - \u00e9 r\u00e1pido, gr\u00e1tis e seguro!\" name=\"submit\" src=\"https:\/\/stc.pagseguro.uol.com.br\/public\/img\/botoes\/doacoes\/209x48-doar-assina.gif\" type=\"image\" \/><!-- FINAL FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --><\/p>\n<hr \/>\n<\/form>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre per\u00edodos animados, de intensa participa\u00e7\u00e3o popular, e outros de absoluta calmaria, o Carnaval de Belo Horizonte est\u00e1 completando 124<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1715,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-1713","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1713"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1713\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1722,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1713\/revisions\/1722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}