{"id":1723,"date":"2021-02-16T17:46:32","date_gmt":"2021-02-16T20:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/?p=1723"},"modified":"2021-10-07T12:29:26","modified_gmt":"2021-10-07T15:29:26","slug":"eri-gomes-o-morador-do-anchieta-que-reproduz-nas-telas-os-postais-de-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/2021\/02\/16\/eri-gomes-o-morador-do-anchieta-que-reproduz-nas-telas-os-postais-de-bh\/","title":{"rendered":"Eri Gomes, o morador do Anchieta que reproduz nas telas os postais de BH"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do nome espanhol, <em>El Paseante<\/em> \u00e9 um personagem bem mineiro, que caminha por uma Belo Horizonte atemporal, que \u00e9 observada a partir dos mesmos \u00e2ngulos que serviram aos velhos cart\u00f5es postais da cidade. H\u00e1 quem diga que a silhueta\u00a0 vistas nos quadros do pintor Eri Gomes remete ao escritor portugu\u00eas Fernando Pessoa. Mas, seu criador d\u00e1 a entender que a inspira\u00e7\u00e3o talvez esteja bem mais pr\u00f3xima. Quem sabe, um alterego do pr\u00f3prio artista?<\/p>\n<h6>Postais de BH<\/h6>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o da paisagem belo-horizontina \u00e9 algo que acompanha Eri de longa data. Ali\u00e1s, <em>Postais de BH <\/em>foi o t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o que ele promoveu em 2005, na extinta Tella Galeria de Artes, e que foi composta por v\u00e1rios pontos de vista da cidade onde nasceu, em 1963.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1726\" aria-describedby=\"caption-attachment-1726\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1726\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/11.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/11.jpg 400w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/11-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1726\" class=\"wp-caption-text\">Visto junto ao Cine Brasil \u2014 um dos cart\u00f5es postais de BH sempre presentes na obra de Eri \u2014 o personagem <em>El Paseante<\/em> observa a cidade com os olhos de um bom mineiro (Foto: Alexandre Amaral)<\/figcaption><\/figure>\n<p>E sua obra s\u00e3o recorrentes temas ic\u00f4nicos, como o Cine Brasil, a Igreja de S\u00e3o Francisco, na Pampulha, o Edif\u00edcio Niemeyer, na Pra\u00e7a da Liberdade e vistas da Serra do Curral, entre outras cenas que s\u00e3o facilmente identificadas por quem conhece a arquitetura e a paisagem locais. Por\u00e9m, Eri tamb\u00e9m busca inspira\u00e7\u00e3o no cinema, que est\u00e1 sempre presente em seu trabalho. \u201cEspecialmente o cinema expressionista alem\u00e3o, o <em>film noir<\/em>, o Cinema Novo Brasileiro e os cl\u00e1ssicos do cinema\u201d, explica.<\/p>\n<p>Na m\u00fasica tamb\u00e9m merece destaque no trabalho que Eri desenvolve. \u201cCostumo brincar, dizendo que sou um pintor movido a m\u00fasica, mas \u00e9 a pura verdade (risos). Cheguei a estudar m\u00fasica e o meu primeiro mestre foi o grande La\u00e9rcio Villar, que \u00e9 um maestro na bateria e me fez ouvir <em>Al\u00e9m dos Muros <\/em>(de Ol\u00edvar Barreto), a m\u00fasica que nos leva muito al\u00e9m do horizonte\u201d,\u00a0poetiza Eri.<\/p>\n<h6>Claro e escuro<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1727\" aria-describedby=\"caption-attachment-1727\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1727 size-full\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pampulha.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pampulha.jpg 400w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/pampulha-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1727\" class=\"wp-caption-text\">No trabalho de Eri o contraste de cores e de luzes e o jogo entre o claro e o escuro s\u00e3o frequentes (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Casado h\u00e1 25 anos com a encadernadora e restauradora de livros Ana Advincula, Eri \u00e9 morador do Anchieta e quem conversa com ele logo percebe o jeito de um leg\u00edtimo mineiro. Por\u00e9m, foi em Curitiba, para onde se mudou com a m\u00e3e aos cinco anos, que, aos 12, iniciou a forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica. \u201cFiz o curso de desenho e pintura do Centro de Arte do Parque S\u00e3o Louren\u00e7o, com o professor Jo\u00e3o Oz\u00f3rio Brzezinski. Quando retornamos a BH (Eri tinha 18 anos \u00e0 \u00e9poca), estudei Gravura na Oficina Goeldi, com o mestre Fernando Luiz Tavares, e fiz cursos livres na escola Guignard\u201d, conta.<\/p>\n<p>O artista destaca que a conviv\u00eancia que teve com artistas de v\u00e1rias \u00e1reas naquele per\u00edodo direcionou o trabalho que ele desenvolve hoje. Al\u00e9m de abrir os caminhos\u00a0para a conquista de pr\u00eamios como pintor e para participar de in\u00fameras exposi\u00e7\u00f5es, inclusive no exterior, as m\u00faltiplas\u00a0experi\u00eancias no campo da arte acabaram levando Eri a produzir cen\u00e1rios para o teatro e ilustra\u00e7\u00f5es para o cinema.<\/p>\n<p>Levaram-no tamb\u00e9m a utilizar t\u00e9cnicas variadas \u2014 que v\u00e3o do desenho a carv\u00e3o ao grafite em spray, passando pela aquarela, pelo bico de pena, acr\u00edlica e, sobretudo, pelo \u00f3leo.\u00a0Observando seus quadros, nota-se que o artista flerta livremente com v\u00e1rios estilos e per\u00edodos da hist\u00f3ria da arte. Mas, segundo ele mesmo, \u00e9 no expressionismo que est\u00e1 a sua base mais consistente. \u201cTrabalho a luz no <em>chiaroescuro <\/em>(t\u00e9cnica que explora a luz e a sombra nas pinturas). Heran\u00e7a da xilogravura e das sess\u00f5es de cinema\u201d, justifica.<\/p>\n<h6>Vernissage de Boteco<\/h6>\n<figure id=\"attachment_1728\" aria-describedby=\"caption-attachment-1728\" style=\"width: 395px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1728\" src=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/DSCN8219.jpg\" alt=\"\" width=\"395\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/DSCN8219.jpg 400w, https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/DSCN8219-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1728\" class=\"wp-caption-text\">Na Vernissage de Buteco, realizada em 2019 no Bar do Vidotti, Eri voltou a expor seus trabalhos (Foto: Carlos Alberto Rocha)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Afastado do mercado da arte por problemas de sa\u00fade, Eri passou a atuar apenas no atelier no Anchieta, que divide com a esposa. Contudo, a convite do jornal <strong>Comunidade Ativa<\/strong> e com o apoio da <strong>Amoran<\/strong>, entre mar\u00e7o e abril de 2019 ele brindou seus admiradores com a mostra <em>Vernissage de Boteco<\/em>, realizada no Bar do Vidotti, da Penafiel, que proporcionou um ambiente descontra\u00eddo e acolhedor, que \u00e9 a cara do artista.<\/p>\n<p>De acordo com Carlos Alberto Rocha, editor do jornal e organizador da mostra, al\u00e9m de permitir ao p\u00fablico o contato com obras de arte de alto n\u00edvel e mais do que as boas lembran\u00e7as que a exposi\u00e7\u00e3o deixou, ficou a sensa\u00e7\u00e3o de que algo semelhante precisa ser repetido em nossa regi\u00e3o. &#8220;A Vernissage foi uma oportunidade \u00fanica que as pessoas tiveram para encontrar com o artista e com a sua obra em um ambiente prop\u00edcio para a troca de informa\u00e7\u00f5es sobre o trabalho que ele realiza e sobre a vida que o inspira. Queremos muito criar novas oportunidades para que esta intera\u00e7\u00e3o ocorra no bairro e vamos busc\u00e1-las junto ao pr\u00f3prio Eri e a outros artistas que queiram participar desse tipo de evento&#8221;, considera Carlos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do nome espanhol, El Paseante \u00e9 um personagem bem mineiro, que caminha por uma Belo Horizonte atemporal, que \u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1725,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-1723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1723"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1729,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1723\/revisions\/1729"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}