{"id":3409,"date":"2022-12-27T10:00:11","date_gmt":"2022-12-27T13:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/?p=3409"},"modified":"2025-04-04T18:39:51","modified_gmt":"2025-04-04T21:39:51","slug":"a-experiencia-do-nenel-com-a-baixa-gastronomia-nos-bares-da-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/2022\/12\/27\/a-experiencia-do-nenel-com-a-baixa-gastronomia-nos-bares-da-regiao\/","title":{"rendered":"A experi\u00eancia do Nenel com a baixa gastronomia nos bares da regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ningu\u00e9m duvida de que BH \u00e9 um lugar muito privilegiado quando o assunto \u00e9 gastronomia e se destaca ainda mais se a comida servida nos botequins da cidade entrarem na conversa. N\u00e3o por acaso, em 2019, a capital foi reconhecida pela Unesco como uma Cidade Criativa, sendo o universo gastron\u00f4mico o impulsionador do t\u00edtulo. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia o fato de aqui, em 1999, ter surgido o Comida de Buteco, o festival que hoje acontece em mais de 20 cidades do Brasil.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio t\u00e3o favor\u00e1vel, \u00e9 natural existir entre os belo-horizontinos v\u00e1rios especialistas nesse delicioso universo gustativo e cultural que a culin\u00e1ria dos bares proporciona. Entretanto, talvez nenhum deles seja t\u00e3o apaixonado pela gastronomia de bote- co quanto \u00e9 o morador do Cruzeiro Daniel Neto, o Nenel, jornalista respons\u00e1vel pelo perfil Baixa Gastronomia, no Instagram, que tamb\u00e9m \u00e9 um dos apresentadores do programa Buteco 98, na r\u00e1dio 98 FM.<\/p>\n<h5>De bar em bar<\/h5>\n<p>Desde 2009, quando lan\u00e7ou o blog Baixa Gastronomia, Nenel se dedica a percorrer estabelecimentos tradicionais de Belo Horizonte, mas tamb\u00e9m n\u00e3o abre m\u00e3o das novidades, onde experimenta o que h\u00e1 de mais representativo na culin\u00e1ria botequeira. Dos pratos famosos \u2014 como o caldo de mocot\u00f3 do Non\u00f4 e o Kaol do Caf\u00e9 Palhares, no Centro \u2014 at\u00e9 os emblem\u00e1ticos tira-gostos de estufa e lanches de mercearias de v\u00e1rios pontos de BH, nada escapa da curiosidade do jornalista, que procura por lugares onde \u00e9 poss\u00edvel aliar a boa comida ao custo acess\u00edvel.<br \/>\nNenel conta que as descobertas que faz surgem de muita pesquisa e tamb\u00e9m de indica\u00e7\u00f5es que recebe.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o interesse pela baixa gastronomia veio da conviv\u00eancia profissional com os botecos \u2014 ele tamb\u00e9m \u00e9 m\u00fasico na noite \u2014 e de influ\u00eancias familiares. \u201cMeu pai e meus tios s\u00e3o jornalistas e escritores e sempre fo- ram meio bo\u00eamios. Minha m\u00e3e cozinha muito bem, minha av\u00f3 cozinhava muito bem. Ent\u00e3o, eu acho que foi isso que despertou a minha aten\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<h5>Pelo bairro<\/h5>\n<p>Fazendo quest\u00e3o de se identificar como um jornalista de gastronomia, e n\u00e3o como um cr\u00edtico da \u00e1rea, Nenel diz que a cozinha do boteco oferece contribui\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m do paladar e acaba sendo um meio que leva a outras aprecia\u00e7\u00f5es importantes. \u201cA comida \u00e9 um fio condutor pra gente falar de pessoas, pra gente contar hist\u00f3rias, trocar refer\u00eancias, trocar experi\u00eancias\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Pois \u00e9 esse o tipo de experi\u00eancia que ele vem desenvolvendo por aqui desde 2020, quando se mudou para a vizinhan\u00e7a com a esposa D\u00e9borah Trindade. \u201cEstamos gostando muito da regi\u00e3o, onde a gente tem o Mercado do Cruzeiro, com o pernil do J\u00fanior, que \u00e9 maravilhoso, e o PF da varanda. Eu gosto muito do Rola Papo e do Bar do Piru (\u00e9 assim mesmo, com i, sendo ambos na Montes Claros) e do Rondelli (na Jornalista Jair Silva), onde a gente encontra uma marmita do dia a dia e o frango assado para o final de semana. Gosto muito da Ieda (na Itapema), onde voc\u00ea vai tomar uma cerveja gelada, come um pastel, e aproveita pra comprar uma vassoura e um sab\u00e3o em p\u00f3, o que \u00e9 sensacional\u201d, explica, bem-humorado.<\/p>\n<p>Diante da sofistica\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos tradicionais que passam por transforma\u00e7\u00f5es profundas em suas caracter\u00edsticas, Nenel revela a prefer\u00eancia pelos botecos que conservam a originalidade, como aqueles da regi\u00e3o citados por ele . \u201cEu sou totalmente contra a \u2018gourmetiza\u00e7\u00e3o\u2019 dos bares. Eu acho que tem espa\u00e7o para todo mundo, mas o botequim \u00e9 onde a gente vai de chinelo ou vai de terno e ningu\u00e9m olha com preconceito.<\/p>\n<p>Os lugares tradicionais s\u00e3o uma atra\u00e7\u00e3o. Os cl\u00e1ssicos precisam ser eternos, apesar de que, eu sei, eles n\u00e3o ser\u00e3o\u201d, conclui.<br \/>\nEnt\u00e3o, aproveitando a deixa do Nenel, fica a dica para quem gosta da descontra\u00e7\u00e3o, da cerveja gelada e da boa comida que s\u00f3 os botecos oferecem: a hora de aproveitar os cl\u00e1ssicos \u00e9 agora e na nossa regi\u00e3o temos v\u00e1rios deles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto de capa: D\u00e9borah Trindade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ningu\u00e9m duvida de que BH \u00e9 um lugar muito privilegiado quando o assunto \u00e9 gastronomia e se destaca ainda mais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3410,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-3409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sabores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3409"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3412,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3409\/revisions\/3412"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.comunidadeativa.jor.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}