Seis dicas para evitar inadimplência no seu condomínio

Como se não bastassem as responsabilidades que o síndico assume de manter o condomínio em ordem, garantindo o funcionamento de todas as instalações e preservando o patrimônio do edifício, ele também tem que lidar com outros problemas no relacionamento com os condôminos. Entre os mais graves e delicados está o da inadimplência, que pode comprometer a sua capacidade de trabalho e, consequentemente, as próprias condições condominiais.

Por isso, é preciso ter sempre ter em mente estratégias que evitem atrasos no pagamento das taxas e que tornem mais assertivas a cobranças. Confira a seguir algumas seis dicas que podem ajudar nesse sentido.

1.  Mantenha o condômino consciente

O engajamento do condômino com a realidade do condomínio é uma das melhores formas de evitar problemas com atrasos de pagamentos das taxas condominiais. Afinal, consciente de que esta obrigação existe justamente para garantir a boa qualidade de funcionamento da edificação onde as pessoas moram ou têm negócios é menos provável que elas atrasem nos compromissos.

Portanto, convém informar amplamente aos moradores ou ocupantes das unidades comerciais, conforme o caso, quais são os resultados da administração, relacionando as manutenções e as benfeitorias realizadas. Além de uma obrigação do síndico, esta também é uma forma de propagar os benefícios que a taxa condominial proporciona a todos.

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Pra isso, utilize quadros de avisos, emails, mensagens pelo WhatsApp e as reuniões de condôminos para informar claramente a todos como o caixa do condomínio está sendo utilizado.

2. Tenha controle absoluto sobre o caixa

Manter o caixa bem controlado não só permite equilibrar despesas e receitas como também facilita detectar atrasos nos pagamentos. Para pequenos condomínios o uso de planilhas eletrônicas ou mesmo do velho livro de caixa permitem esse controle. Para condomínios maiores, que têm contas mais complexas, seria oportuno recorrer a um software especializado na gestão condominial.

3. Adote um padrão de cobrança

Crie e divulgue uma rotina de cobrança bem definida, que repita os procedimentos de forma ordenada, inclusive no tratamento dado aos inadimplentes. Isso não só facilita a gestão como também ajuda aos condôminos a perceberem o funcionamento do processo, estimulando a adimplência e deixando claro para todos que não haverá tolerância além daquela prevista pelo padrão adotado.

4. Busque o diálogo

A velha máxima que diz que mais vale um mau acordo do que uma boa demanda também vale para as inadimplências persistentes. Afinal, levar um condômino a juízo para cobrar uma dívida causa um desgaste imenso na relação condominial que, afinal, vale a pena ser preservada.

Para evitar maiores constrangimentos e atritos é sempre possível recorrer à boa conversa que, frequentemente, consegue resolver até as situações mais complicadas. Propor um parcelamento, por exemplo, pode levar à solução da dívida e ainda angariar a simpatia do condômino em débito.

Porém, nesse ponto vale uma ressalva: o condomínio não pode abrir mão das multas e dos juros que são impostos sobre as taxas atrasadas. Essa é uma questão que deve ser informada de forma firme e clara, uma vez que, considerando que esses acréscimos são definidos pela convenção condominial sob a luz do Código Civil, eles fogem da autonomia do síndico decidir pelo desconto ou pela isenção.

5. Recorra a uma boa assessoria

Porém, infelizmente, há situações em que nem mesmo a melhor conversa consegue resolver. Nesses casos, contudo, é preciso agir com critério, evitando que uma cobrança mal feita se torne uma dor de cabeça ainda maior para o condomínio e para o próprio síndico, que poderá ser responsabilizado pelos seus atos, inclusive judicialmente, se adotar atitudes indevidas na cobrança — como a de expor o nome do condômino devedor, por exemplo.

O ideal para evitar esse tipo de problema é recorrer a um advogado ou a uma empresas especializadas em cobrança, que assumirá toda a responsabilidade pelos procedimentos. Até mesmo para protestos, caso a situação chegue ao extremo.

 


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