A inteligência de negócios, da Arte da Guerra ao Power BI

Foi pensando em estabelecer um tratado capaz de orientar as operações em um campo de batalha que, no século 4 a.C., o general chinês Sun Tzu escreveu A Arte da Guerra. Em apenas 13 capítulos, o livro define as estratégias fundamentais que devem ser consideradas em um campo de batalha.

Como parte de suas observações, Tzu recomenda ao comandante buscar a compreensão sobre os pontos fracos e sobre os pontos fortes existentes no próprio exército e no exército do inimigo. Pra isso, claro, torna-se necessário coletar informações, analisar os dados coletados, que gerarão novas informações e, a partir daí, estabelecer a melhor forma de agir.

Não por acaso, a A Arte da Guerra também se tornou um manual para homens e mulheres de negócio no mundo todo. Afinal, o livro pode inspirar decisões determinantes do sucesso de um empreendimento.

O banqueiro estrategista

Já em 1864, Richard Miller Devens, autor norte-americano com incursões também pela literatura militar, publicou Cyclopaedia de Anedotas Comerciais e Empresariais. O livro inclui relatos sobre os sucessos de um certo banqueiro que, como recomendava Tzu aos comandantes de exércitos, buscava obter o máximo de informações de mercado que o permitiam alcançar vantagens sobre a concorrência.

Em toda a Holanda, Flandres, França e Alemanha, ele manteve uma linha completa e perfeita de inteligência de negócios. As notícias das muitas batalhas travadas foram assim recebidas primeiro por ele, e a queda de Namur aumentou seus lucros, devido ao recebimento antecipado das notícias”, disse Devens sobre o tal banqueiro.

Acredita-se que Devens tenha sido a primeira pessoa a utilizar o termo inteligência de negócios  — business intelligence, em inglês, que dá origem à sigla BI.

Power BI

Da mesma forma que os militares seguidores de Tzu buscam dominar as informações sobre as batalhas e guerras que precisam travar, quem adota a inteligência de negócios se dedica a obter o máximo de informações sobre o ramo em que atua. Pra isso, é necessário prospectar, organizar e a visualizar os dados que servirão de base para as tomadas de decisões nos negócios.

A partir da década de 1970, todo esse processo que anteriormente era realizado manualmente passou a ser conduzido por meio de sistemas computadorizados denominados DSS — sigla de Decision Support System ou Sistema de Apoio de Decisões. Naturalmente, esse sistema evoluiu com o tempo, até que, em 2015, a Microsoft lançou o Power BI.

Reunindo inúmeras funções que facilitam a vida de quem precisa trabalhar com muitos dados, esse serviço permite que estudantes, vendedores, gestores de equipe, entre outros profissionais, consigam gerar relatórios e visualizações valiosas, capazes de otimizar as análises das informações. Com essa poderosa arma em mãos e com as orientações de Tzu em mente, as possibilidades de sucesso nos negócios aumentam significativamente.

 

 


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