Características básicas de quem quer aprender programação

Até os anos 1990, antes de a internet e de os celulares revolucionarem a relação das pessoas com a tecnologia, o título de programador logo remetia a profissionais quase míticos, tido como geniais, que se empenhavam em uma longa formação técnica e que passavam a trabalhar em ambientes dedicados, que mais lembravam cenários de antigos filmes de ficção científica. Naquele tempo, os programas de computador normalmente serviam para atender às necessidades de grandes organizações, como bancos, redes comerciais e indústrias, e tinham pouca presença no cotidiano das pessoas e das pequenas empresas.

Hoje, além de continuarem cumprindo suas funções nas maiores organizações, os programas também estão presentes nas mais variadas atividades do dia a dia e são extremamente úteis até nas atividades mais simples — com pedir uma pizza, por exemplo. Seja por meio dos aplicativos para celulares, dos games que rodam nas diversas plataformas, dos softwares para profissionais ou para pequenas e médias empresas ou em outra função qualquer, a programação hoje está intimamente conectada com as rotinas diárias de praticamente todo mundo.

Com isso, a profissão de programador se tornou muito mais solicitada do que era no passado e há sempre uma oportunidade de trabalho nessa área. Porém, para se tornar programadora, é claro, a pessoa precisa cumprir alguns pré-requisitos que a tornarão mais eficiente e mais bem sucedida nesse mercado.

Querer praticar

De maneira resumida, podemos dizer que a programação se destina a resolver problemas, o que faz por meio de uma série de comandos que orientam os dispositivos eletrônicos a lidarem com entradas e saídas de dados. Esse princípio serve tanto para quem programa um software para resolver complexos cálculos de engenharia no computador quanto para quem se dedica a criar jogos para celulares.

Como os tais comandos são traduzidos em códigos, isso significa que o estudo da programação implica em aprender as escrever os tais códigos, o que pode ser feito em várias linguagens. Portanto, para quem deseja se tornar um bom programador, não basta ler uma pilha de livros e assistir a dezenas de vídeos sobre o assunto. É preciso praticar. Pra isso, logo de cara, o aprendiz deve pensar em escrever códigos e fazer isso sempre.

Assim, da mesma forma que alguém desenvolve com maior facilidade o inglês, o francês ou outra língua qualquer escrevendo e falando naquele idioma, quem se dedica a escrever os códigos com frequência se torna mais hábil naquela determinada linguagem que está aprendendo.

Como acontece com quem toca um instrumento musical e que vai se tornando cada vez mais hábil na medida em que pratica, quanto mais códigos o aprendiz de programador escrever maior será o desenvolvimento que ele vai adquirir e mais chances de sucesso futuro ele terá.

Concentração

Hoje em dia, vivemos em um mundo em que a própria programação está o tempo todo desafiando a nossa capacidade de concentração. Ou seja, os códigos escritos por programadores e que fazem o WhatsApp, o Instagram e o Twitter funcionar concorrem pela nossa atenção e isso precisa ser combatido.

Para resolver problemas, fazendo isso por meio da escrita de códigos, é indispensável que a pessoa se concentre totalmente naquilo que está fazendo e deixe de lado as redes sociais e outras distrações quaisquer. Sem isso, a possibilidade de cometer erros pode invalidar horas de trabalho e consumir outras tantas na revisão.

Persistência

Sim, toda essa concentração parece difícil e é. Além disso, quem se propõe a aprender programação será confrontado por linguagens diferentes, algumas mais complexas do que outras, porém todas exigindo uma carga absoluta de pensamento lógico e de raciocínio, o que faz com que muitos aprendizes desistam com pouco tempo.

Porém, para quem persiste e vai rompendo as barreiras, a satisfação de desvendar esse universo da lógica é extrema. Quando tudo começa a fazer sentido e o raciocínio vai se tornando cada vez mais claro, se torna viável desvendar até mesmo as linguagens de programação mais complexas, o que é uma recompensa e tanto.

Mentoria

Da mesma forma que é possível aprender a tocar violão ou a falar alemão sozinho, também é possível aprender programação por conta própria. Contudo, não resta dúvidas de que uma mentoria, ainda que a distância, não só facilita o aprendizado, como também abre portas pra novos caminhos.

Tendo como mentor um programador mais experiente o aprendiz consegue maior sucesso no aprendizado e pode descobrir novas possibilidades que talvez não surjam enquanto estiver sozinho.

Estudo

Quem pretende ser programador precisa assumir que o estudo deve se tornar algo permanente na vida da pessoa. Por exemplo, se ela não sabe falar inglês, é importante aprender, uma vez que os termos que as linguagens de programação utilizam são nessa língua, o que a torna necessária para o entendimento e para o desenvolvimento da lógica. Estudar matemática aguça o raciocínio e também favorece a lógica. Aprender sobre as áreas para as quais se deseja programar também é importante.

Ou seja, além de existir em um ambiente próprio, como a programação lida com o mundo real e consegue se relacionar com todas as áreas do conhecimento humano, estudar, estudar e estudar é  uma ótima ideia para quem pretende se destacar como programador.


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